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11 de mai. de 2010

O Grande Ditador (1940)

"O Grande Ditador", de Charles Chaplin, é muito mais que uma comédia. É um deboche irônico de líderes políticos, é o primeiro filme totalmente falado de Chaplin, é um apelo contra guerra e, por tudo isso, é uma obra belíssima.

Porém, depois que o filme estreou Chaplin foi expulso dos Estados Unidos, pois seria visto como uma provocação norte-americana à Alemanha nazista. Os EUA só entrariam na guerra dois anos mais tarde após o ataque japonês à Pearl Harbor.

Chaplin interpreta os dois protagonistas da história: o ditador Adenoid Hynkel (em alusão à Hitler) e o barbeiro judeu. Cheio de cenas clássicas, a mais conhecida é a que Hynkel brinca com o globo revelando o desejo de conquistar o mundo. Em outra cena antológica o ditador discursa em uma língua irreconhecível semelhante ao alemão.

A briga de egos entre Hynkel e o outro ditador Napoloni (sátira à Mussolini), também merece destaque, principalmente na barbearia onde ambos levantam a cadeira para que o outro tenha que olhar pra cima. A cena final onde o barbeiro judeu é confundido com o ditador e precisa fazer um pronunciamento dura seis minutos e é uma aula de civilidade e humanismo. É justamente toda a mensagem que Chaplin deseja passar com a obra.

O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940)
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Paulette Goddard, Jack Oakie, Reginald Gardner

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7 de mai. de 2010

Tempos Modernos (1936)

Em "Tempos Modernos", último filme mudo de Charles Chaplin, ele faz uma crítica feroz ao capitalismo. A busca desenfreada por lucro das empresas é usada com deboche irônico por um dos maiores gênios que o cinema já conheceu. Mesmo milionário, Chaplin preocupava-se com os pobres e expressava isso através do personagem vagabundo Carlitos. Pensava e agia como tal, pois teve uma infância pobre.


Na história, Carlitos, o seu eterno vagabundo, é um funcionário de uma fábrica e trabalha na linha de montagem sem parar. Após um colapso nervoso, é levado para um hospício, e quando retorna para a “vida normal”, encontra a fábrica já fechada. Enquanto isso, uma jovem, orfã de mãe, com duas irmãs pequenas e o pai desempregado, tem que realizar pequenos furtos para sobreviver.

Após ser confundido como o líder de uma greve de operários, Carlitos acaba preso. Na cadeia, sem querer, atrapalha uma tentativa de fuga de presos e quando é libertado, decide fazer de tudo para voltar para lá e ao ver a jovem que fugiu da adoção, decide se entregar em seu lugar. Mesmo assim, ele faz de tudo para ir preso, no entanto os dois acabam escapando e vão tentar a vida de outra maneira.

Com o cinema sonoro já consolidado, Chaplin não tem mais como seguir com seu personagem vagabundo, pois acreditava que se ele falasse perderia toda a magia. Porém, quase no final do filme, a cena em que Carlitos canta em uma língua fictícia entrou para a história do cinema como a única vez que o vagabundo falou.

Na cena final, abandonou as telonas caminhando por uma estrada deserta acompanhado pela moça pobre por quem se apaixonou (foto abaixo), interpretada pela esposa Paulette Goddard. Um final memorável e que marca, definitivamente, o fim do cinema mudo.


Tempos Modernos (Modern Times, 1936)
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin e Paulette Goddard

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Luzes da Cidade (1931)

Começarei este blog com posts de filmes antigos, iniciando pelos anos 30, onde acontece uma grande mudança. O cinema mudo, que no momento está no auge, acaba após a chegada dos filmes sonoros. Durante essa década um gênio se destaca entre todos os cineastas, seu nome: Charles Chaplin.


Nessa época, ele já é famoso em Hollywood e os filmes sonoros já começam a se popularizar. Mesmo assim, Chaplin continua no cinema mudo e realiza "Luzes da Cidade" onde Carlitos, o personagem vagabundo de Chaplin, conhece uma vendedora de flores cega que o confunde com um homem rico.

Apaixonado pela beleza da moça, faz de tudo para conseguir dinheiro que ajude ela a enxergar novamente. Assim, sucedem-se cenas engraçadas onde ele se mete até em uma luta de boxe, uma cena antológica e engraçadíssima que só Chaplin poderia realizar.

Posteriormente, ele impede um milionário bêbado de suicidar-se e, devido ao seu ato heroico, tornam-se grandes amigos. Porém, quando fica sóbrio ele não se lembra mais do vagabundo nem do que ocorreu enquanto estava bêbado.

O filme, além de bem recebido pela crítica e pelo público, também foi aclamado por diretores, como Orson Welles, Stanley Kubrick, Federico Fellini, Woody Allen, integrando a lista dos 10 melhores de alguns deles e teve uma das mais brilhantes estreias do cinema. Em Los Angeles, um dos convidados de Chaplin era Albert Einstein, enquanto em Londres, Bernard Shaw sentou ao seu lado na primeira exibição do filme.


Luzes da Cidade (City Lights, 1931)
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Virginia Cherrill e Harry Myers

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