10 de jun de 2010

Ben-Hur (1959)

É um filme de grandes dimensões que define a palavra épico. "Ben-Hur" foi a obra mais cara da história da MGM até então (U$ 15 milhões) e ganhou dinheiro suficiente para salvar o estúdio do colapso (U$ 80 milhões). A história e os personagens são importantes, mas todos eles servem para produzir um efeito de certo e errado.

Este é provavelmente o exemplo mais eficaz de um filme que enfoca a emoção e até certo ponto também pode ser sua falha, pois, na minha opinião, são os mais difíceis de se dirigir. Indicado para 12 Oscars, "Ben-Hur" ganhou 11, um recorde só igualado por Titanic em 1997, mas ainda não superado.

Mesmo sendo "Um Conto de Cristo", como diz o subtítulo, Jesus não é o centro da trama e sim o rico comerciante Judah Ben-Hur (Charlton Heston). No ano de 26 d.C. os romanos reforçam sua presença militar na Judéia e são liderados pelo oficial Massala (Stephen Boyd), amigo de longa data de Ben-Hur que retornou após muitos anos. O reencontro feliz acaba quando, por acidente, telhas caem em Messala que acusa Ben-Hur de atentado e condena-o à escravidão nas galés, além de prender sua esposa e irmã.

Durante o naufrágio do barco em que era mantido nos remos (foto acima), Ben-Hur salva um figurão romano chamado Quintus Arrius (Jack Hawkins), que o adota como afilhado. Logo ele está em liberdade para se vingar e salvar sua mãe e irmã. Charlton Heston, embora longe de ser a primeira escolha para o papel principal (Paul Newman e Rock Hudson recusaram), está excelente e merecedor do Oscar de melhor ator.

A intenção do roteiro escrito por Karl Tunberg, foi fazer uma história em paralelo com a vida de Jesus com a criação de um personagem fictício, neste caso Judah Ben-Hur. Cristo aparece de relance e é visto de costas oferecendo água para Ben-Hur.

Os diretores Ridley Scott e George Lucas estão entre os fãs deste épico e já declararam a influência dele em seus filmes. Scott humildemente admite que "Gladiador" não esteve à altura, enquanto que a lendária seqüência da corrida de bigas (foto acima) serviu claramente de inspiração para Lucas, em "Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma", mas como diz o ditado, "nada bate o original".

Ben-Hur: Um Conto de Cristo (Ben-Hur: A Tale of the Christ, 1959)
Direção: William Wyler
Roteiro: Karl Tunberg, S. N. Behrman, Gore Vidal e Christopher Fry
Elenco: Charlton Heston, Stephen Boyd, Jack Hawkins, Haya Harareet, Hugh Griffith, Martha Scott, Frank Thring, George Relph, Cathy O’Donnell

Trailer:

2 Comentários:

Pedro Henrique disse...

Um épico grandioso, sem dúvida. Sendo um filme de William Wyler, nos é garantido um espetáculo de montagem e coreografias dantescas. É mesmo um filmaço!

Hugo disse...

É uma aula de como se fazer um épico.

Grandes atores, ótima cenas de ação, além de drama e romance na medida certa.

Merece ser visto mais de uma vez.

Abraço

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