3 de jun de 2010

Doze Homens e uma Sentença (1957)


Não é o tipo de filme que agrada todas as pessoas. Pode parecer chato, pois o mínimo desvio de atenção em seus diálogos diminui o interesse pela trama. Dirigido pelo estreante Sidney Lumet, não teve sucesso de público, mas recebeu três indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado). "Doze Homens e uma Sentença" não levou nenhuma estatueta e mesmo assim é considerado um dos melhores filmes já feitos (top 10 no ranking da IMDb).

Rodado em apenas 17 dias e com baixo orçamento (350 mil dólares), o roteiro simples e linear investiga o comportamento humano em grupo onde um juri de 12 homens com diferentes personalidades precisa definir uma questão importante: se um jovem de 18 anos é culpado pela morte do pai, o que significará sua pena de morte. Quando a história começa, onze dos jurados votam pela condenação em poucos minutos, mas a votação tem que ser unânime, seja a favor ou contra.

O jurado Nº 8 Davis (Henry Fonda) é o único que tem dúvidas e quer discutir um pouco mais antes de dar sua decisão. Enquanto Davis usa seus argumentos de que as provas mostradas no julgamento não dão certeza sobre a culpa do garoto, o filme revela a característica de cada jurado, as atividades e as motivações em closes magníficos e cortes de câmera sensacionais. Os mais influentes a favor de condenar o rapaz são os jurados Nº 3 (Lee J. Cobb) e Nº 10 (Ed Begley) que se irritam por cada jurado que passa para o lado de Davis.

A história segue sem se preocupar em mostrar se o garoto é culpado ou não, mas sim se um réu pode ser julgado por pessoas comuns com base apenas em evidências duvidosas. Filmado praticamente todo em uma sala fechada, a obra tem 95 minutos de duração quase como se fosse em tempo real.

A tensão crescente vem do conflito de personalidades entre os personagens e no atrito dos brilhantes diálogos. Mas se pensarmos em termos de realidade os fatos que ocorrem dificilmente aconteceriam de verdade. Seria pouco provável que um júri fosse todo do sexo masculino e era impróprio para o jurado Nº 8 reencenar uma reconstituição do crime. 

Considerado uma obra de grande valor, o filme deu a Lumet o Urso de Ouro de melhor diretor e ganhou também o prêmio da crítica internacional (Fipresci) e o da Organização Católica Internacional para o Cinema (Ocic).

Doze Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957)
Direção: Sidney Lumet
Roteiro: Reginald Rose
Elenco: Henry Fonda, Lee J. Cobb, Jack Warden, Ed Begley, Martin Balsam, Jack Klugman

Cena inicial na sala do juri:

1 Comentário:

Gabrielle (Gaby) disse...

Parabéns pelo blog, pela constância das postagens (eu sei como isso é dificil) e pelos textos, estão muito bem escritos.
Eu já vi esse filme e gostei muito também.

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