7 de mai de 2010

O Atalante (1934)

Na França, Jean Vigo dirige "O Atalante", obra realista e ao mesmo tempo poética dos problemas sociais vistos de uma forma distanciada. No filme, um casal parte em lua de mel no barco Atalante. Jean (Jean Dasté) é comandante desse barco e promete levar Juliette (Dita Parlo) até Paris para aliviar o tédio de uma vida a bordo.


O que chama a atenção é o jeito simples como acontecem infinitas situações dramáticas comuns a um casal. O filme é bem sucedido em alternar tristeza com felicidade.

Além do jovem casal, existem dois marujos no Atalante, um deles é o velho tio Jules (Michel Simon), coadjuvante do filme, mas é a chave da história. Mistura de grotesco, pela sua feiúra, com bondade é aquele que transmite uma lição de vida e de otimismo.

Em “O Atalante” Vigo faz emergir um mundo repleto de símbolos e fantasias, de felizes coincidências e de estranhos milagres do dia-a-dia. Do olhar de Vigo surgem o real e o alegórico, o belo e o grotesco, assentados sob uma série de imagens enigmáticas. Aqui, o banal dá lugar a uma teia de imaginações.

Este é um filme que nos prova que, se fórmulas existem para serem seguidas, constituir modelos, enunciar regras; elas também existem para serem quebradas.


O Atalante (L'Atalante, 1934)
Direção: Jean Vigo
Roteiro: Jean Guinée e Albert Riéra
Elenco: Jean Dasté, Dita Parlo e Michel Simon

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